quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Confissioanal.

Sempre achei o mundo bastante hipócrita mas nem sempre tive a chance de dizê-lo. Acho injusto como as pessoas julgam umas as outras e chego a pensar por um momento que isso seja puro cafonismo.
Nos últimos 10 anos observo a degradação das relações humanas e como pouco a pouco as pessoas se vendem ou oferecem a troco de basicamente nada. Longe de achar isso ruim surgiu a intriga : Sim, existem benefícios envolvidos muitas vezes e ao se submeter a uma relação que exige uma troca, a lista de decisões a se tomar é sempre extensa. Ou não?

Não aceito a idéia de que tudo possa ser categorizado. Preto ou branco. Certo ou errado. Sim e não.
Também não acredito nos papinhos que me corrompem tantos os ouvidos dizendo-me que um determinado estilo de vida, uma vida social ativa ou o sexo casual sejam putaria.
Eis a necessidade de rotular. É como se fosse preciso denominar os fatos para o cérebro entender what´s all about muitas vezes quando isso nem muita diferença faz.

Entre tantos comentários, suposições e correntes negativas externas coloquei um preço, pensei: como sobreviver em uma cidade desse tamanho sendo sempre tão inocente? Ou para que?

No jogo de projeções da sociedade, hoje sou puta e exerço a pouco mais de um ano a profissão. Possuo grandes colegas de trabalho que se resumem a cerca de 7 bilhões de pessoas.

Você achou que estava fora dessa realidade? Ou negou o papel que também exerce de diferentes maneiras?

Esse blog surgiu com o intuito de mostrar até onde as relações humanas vão e quais são os preços que todos nós pagamos para ser o que somos. É muito provável que este seja o único post sério e cauteloso, afinal, estamos falando de apresentação pessoal, não é mesmo?

Não tenha medo. Possuir o talento para ser puta não é crime e nem tão literál como até hoje se imaginava.

Seja bem vindo.

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